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Mari Ebert, o prazer é todo nosso! Polêmica, revoltada, rapper, careta, tarada, impulsiva, engraçada e psicopata. Nasci num 1° de abril e o mundo gira a minha volta.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Felicidade - O melhor cosmético (hoje em dia)?
Alguns dizem que a beleza está sendo supervalorizada, e que a felicidade é o melhor cosmético - por que atrasa o envelhecimento e tal.
Sim, a beleza é supervalorizada, mas se a felicidade fosse um cosmético o mundo estaria cheio de Frankensteins lipoaspirados.
Os padrões de beleza impostos hoje em dia pela sociedade (e pelo photoshop) são praticamente inalcançáveis – e passar a vida tentando alcançar algo inalcançável trás INfelicidade.
E assim as pessoas ficam cada vez mais neuróticas (e anoréxicas) - e é a beleza o que acaba trazendo a felicidade, e não o contrário.
Mas e se fosse realmente a felicidade o que trouxesse beleza?
Bem, nesse caso, toda típica mulher perua estaria por aí tentando suicídio para que seu analista lhe receitasse um antidepressivo – o que possivelmente a tornaria uma espécie de Dorian Gray do século XXI.
Ah, e é claro que alguém ia ter que lucrar com tudo isso. As grandes empresas de cosméticos iriam se tornar fortes indústrias de produtos farmacêuticos que estimulam a felicidade – em cada parte do corpo. O slogan "Deixe sua bunda mais feliz!" tomaria conta das grandes cidades.
Então o mundo começaria a se desestabilizar. Aquela celebridade problemática que é considerada um símbolo sexual começaria a se tornar uma baranga, e aqueles pagodeiros desdentados que tocam alegremente todo fim de semana se transformariam rapidamente em deuses gregos na Terra.
Faltaria chocolate nos mercados para dar de presente à crianças que acabaram de largar a chupeta (culpa da química da felicidade presente no chocolate), e elas só iriam deixar o vício de lado aos 15 anos de idade.
Até aí, as coisas podem ser facilmente encobertas.
Mas quando a revista Playboy, em crise, convidar a sua tia Gertrudes para sair na capa (já que todas as celebridades estarão em estado grave de depressão), aí as pessoas vão começar a enxergar o problema.

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Publicado por: Mari Ebert às 12:42

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